Boletim Econômico – Abril
-Balanço
A sobrecarga no sistema de saúde brasileiro, causada pelo aumento no número de casos de covid-19, contribuiu para que a volatilidade dos ativos permanecesse alta. O Real se depreciou frente ao dólar e encerrou o mês de março cotado a R$ 5,70. O Ibovespa fechou em alta de 6% e a curva de juros com movimentos mais acentuados na ponta longa fez com que o IMA B5 fechasse positivo em 0,34%, e IMA B5+ negativo em -1,17%.
O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual diante da aceleração da inflação no País. Além disso, chamou atenção para as incertezas quanto ao desempenho da economia no primeiro semestre de 2021 dado o agravamento da pandemia.
-Situação
Até o dia 7 de abril de 2021, a falta de vacinas e os impasses no orçamento ampliavam as incertezas fiscais e prejudicavam uma recuperação consistente dos mercados domésticos, de forma que a curva de juros continue operando com a abertura das taxas. O Ibovespa, apesar de acumular alta de 0,74% no mês, tem operado com alta volatilidade.
Nos primeiros dias do mês, o dólar se desvalorizou frente ao real, influenciado pela decisão do Banco Central Americano, Fed (Federal Reserve), de manutenção dos juros em níveis baixos pelo menos até 2023.
-Análise
O Ibovespa, gráfico[1] 1, passou dos 125 mil pontos registrados em 08/01/2021, aos 110 mil pontos em 08/03/2021, ou seja, diferença de 15 mil pontos. Em março, recuperou parte da rentabilidade e fechou em 116.633 mil pontos e atenuou parte dessa diferença.


A volatilidade de curto prazo da bolsa brasileira tem se mostrado alta – em um mesmo pregão, o índice Ibovespa oscilou entre 111.163 e 114.433 pontos. No longo prazo, entretanto, a volatilidade tende a se suavizar, conforme demonstrado no gráfico 2.
Ao considerar a visão de longo prazo dos Planos de Benefícios e o nível dos preços dos ativos, foram aproveitadas oportunidades para aumento de posições no segmento de Renda Variável, cujos fundamentos sugerem bom desempenho em um cenário mais benéfico no futuro.
A BB Previdência segue em avaliação de outras oportunidades, como alocações em fundos de investimentos imobiliários, por exemplo. A Gerência de Investimentos (Geinv) da Entidade está em fase final de estruturação de um fundo para este segmento, em parceria com a BB DTVM,.
Quanto à alocação no segmento Exterior, a estratégia está definida, porém, aguarda a acomodação do dólar, visto que a sua cotação impacta diretamente nos resultados dos fundos selecionados, que não possuem hedge cambial. Além disso, a Geinv analisa outros fundos para compor a sua carteira, inclusive opções com hedge.
Abaixo carteira consolidada da BB Previdência.

-Glossário
- IMA
Índice de Mercado ANBIMA. – É referência para os investimentos em renda fixa.
- IMA-B 5
Títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA com vencimento de até cinco anos.
- IMA-B 5+
Títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA com vencimento igual ou acima de cinco anos.
[1] Fonte de dados: https://br.financas.yahoo.com/.